sábado, 29 de setembro de 2012


Falar em público e seu papel de autoridade quando palestrante

Na matéria falar em público, minhas observações em nossos treinamentos, é que 99% de nossos alunos não tem medo do momento crucial, muito embora assim persistem em afirmar.

         Na realidade, você não deve ter medo do público, pois é autoridade, as pessoas foram ali para te ouvir, se você estiver preparado, colocar em prática o que estudou, seguramente serás bem sucedido em seu mister. Observe!

Quando você é chamado a estar à frente de uma plateia, seja em uma palestra ou a condução de um evento, terás que observar alguns requisitos.

Se você é convidado, contratado é porque confiam em seu trabalho, no seu potencial e, mesmo que o convite tenha sido feito por uma pessoa que não te conhece ao menos alguma referencia positiva há em relação a você.

Há que se entender que naquele momento você exerce autoridade em relação as demais pessoas ali presente, uma vez que você é o líder. Líder, palavra inglesa (leader), vernaculizada com o mesmo sentido, em que é tida originariamente.

É assim que, na linguagem política, é empregada para indicar a pessoa que serve de chefe ou condutor de um grupo. É quem dirige, orientando. Por isso não há o que temer. Não pense você que palestrantes experientes não sentem um frio na barriga quando têm que se apresentar, pois isso é normal, com técnica e preparo tudo fica resolvido, pois como afirmamos acima, as pessoas não têm medo de falar em público, mas da reação do público em relação ao desempenho delas, tem-se medo daquilo que o público falará em relação a elas, e isso não é medo, e sim, insegurança, que na grande maioria das vezes está relacionada a falta de preparo.

É muito comum ver pessoas que assumem determinadas palestras ou apresentação e não se preparam devidamente para esse momento, isso é terrível. Na verdade você sabe se está preparado ou não, você deve ser a primeira pessoa a criticar o seu trabalho, buscar os pontos que você sabe que tem limitações, organizar, treinar, buscar orientações de pessoas experientes naquele tema que terás que desenvolver, se você fizer isso, sem sombra de dúvidas, sua apresentação será um sucesso.

Uma vez fui convidado a comandar um grupo de músicos que se apresentariam em um grande evento. Quando chequei, percebi que alguns estavam tão nervosos que até fiquei preocupado. Conversando com esse grupo, todos afirmavam que eram tímidos, e por isso estacam daquele jeito. Experiente no assunto chamei-os até uma sala e pedi que tocassem suas partes um de cada vez, de cara constatei o que já sabia, o motivo de nervosismo não era a timidez, e sim falta de ensaio, pois a insegurança os deixavam nervosos, e não era para menos, estavam com medo dos comentários que sairiam se errassem diante do público. Na verdade, todos sabiam tocar, assim como você sabe falar, mas eles não estavam dominando as peças que seriam apresentadas.

Com preparo, responsabilidade, carinho, trabalho, tudo correrá sempre da melhor maneira possível.

Reflita sobre isso e sucesso! 

domingo, 26 de agosto de 2012



HABILIDADE NA COMUNICAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

Esses dias, no intervalo de um treinamento que ministrávamos em uma empresa, um profissional me abordou e me fez a seguinte pergunta: “Professor, à competência profissional substitui a habilidade na arte de se comunicar”? Ou esta habilidade está vinculada a competência para o sucesso profissional?

Procurei entender melhor o que este profissional estava realmente querendo dizer, pois vi que sua pergunta estava mascarada por uma dúvida que ele não estava tendo coragem de externalizar.

Após alguns minutos de conversa cheguei à conclusão que sua vontade era perguntar o seguinte: “sou formado e gostaria de saber se minha facilidade e capacidade comunicativa são suficientes para meu sucesso profissional”!

Observe como as duas perguntas são diferentes!

Na realidade, observei que a pergunta era outra devido a nossa experiência em treinamentos, pois não raro escutamos as queixas de diversos profissionais que dizem trabalhar com pessoas que conseguem ocultar suas limitações através do poder da retórica.

De certa forma isso e verdade! Podemos afirmar que as pessoas que desenvolvem esse poder na maioria dos casos levam vantagem sobre outros que não trabalham esta importante habilidade nos dias atuais.

Conforme já afirmamos aqui, não basta você saber determinado assunto, as pessoas precisam saber que realmente você sabe e, para isso, não se iluda, você precisa saber se comunicar bem, ter suas ideias organizadas, claras, palpáveis.

Agora não se iluda em pensar que somente isso basta, se você possui a capacidade de se comunicar, ótimo! Mas buscar formação constante é essencial para seu progresso e sucesso profissional.

Insta salientar que profissionais que confiam somente em habilidades na comunicação e não buscam o aperfeiçoamento têm com os dias contados. O desenvolvimento profissional é inseparável daqueles e daquelas que buscam o topo.

Por mais que você saiba falar bem, se não for competente em seu mister, não conseguira se afirmar como profissional de sucesso e realizado. Por outro lado, a busca pela formação e desenvolvimento constante, aliado a capacidade comunicativa, seguramente tornará sua trajetória profissional mais fácil.

Profissionais qualificados, seguros no que fazem e que se atualizam constantemente, que desenvolvem a sua capacidade de se comunicar com facilidade, que tem domínio da arte de falar e persuadir, com certeza o caminho do sucesso está sempre a sua frente e alcançá-lo é questão de tempo!

Reflita nisso e sucesso! 



sábado, 18 de agosto de 2012

Criar é ter inteligência para simular


Criar é ter inteligência para simular

         O ser humano se destaca dos outros seres do planeta pela capacidade de antever os fatos, mas essa tarefa não é para qualquer um, e sim para aqueles que de dedicam a observação das coisas.
         Quando você precisar estar diante de uma assembléia, ou entrevista de emprego, ou realizando uma venda, deverás antes de tudo tentar simular as possibilidades existentes, as reações de seu ou seus interlocutores, se preparar para as possíveis objeções que possam surgir de ultima hora. A capacidade de simular situações com certeza é um grande trunfo nas mãos de quem precisa enfrentar o suposto medo de estar diante de uma platéia.
         Observe como funciona a simulação, ou melhor, como a mesma está presente em nossa vida desde a nossa infância nos livrado de possíveis problemas. 
          Uma criança que chega perto de um ventilador ligado, com certeza ela terá a curiosidade de saber como aquilo funciona, em um descuido do responsável ela coloca a mão na hélice do mesmo, causando assim uma grande dor. Horas depois a mesma criança volta ao mesmo local e se depara com aquele lindo ventilador ligado, observe que as reações são diversas, mas fluem para o mesmo lugar, a dor que está gravada em sua memória, a criança simula aquele acontecimento e é até capaz de sentir aquela terrível dor mais uma vez, tudo por força de simulação.
         Como afirmamos, simular é a capacidade de se colocar diante daquela situação para sentirmos o momento e assim resolvermos da melhor maneira possível. Os grandes apresentadores simulam situações antes de entrar em ação, os músicos ensaiam antes de apresentar seus números diante de seu público.
Reflita e sucesso!

sexta-feira, 22 de junho de 2012


Segunda parte de nossa entrevista ao Jornal Exclusivo

Entrevista: Eduardo Campos, especialista em comunicação

Publicada em 19/6/2012 - Exclusivo On Line         
Campos: olhe para os interlocutores como se fossem seus amigos 

Eduardo Garcia Campos é Advogado, Professor, Palestrante e Consultor Jurídico, Perito Ambiental, membro da Comissão de Direito Ambiental da 32ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Pós Graduado em Direito Empresarial e dos Negócios, Especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, Especialista em Direto Administrativo e Constitucional, Especialista em Direito do Entretenimento pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Doutorando em Ciências Jurídicas pela Pontifícia Universidad Católica (PUC) Santa Maria de Los Buenos Aires, Puerto Madero - Argentina. 

Jornal Exclusivo - Muitos temores são salientados por quem não consegue realizar um bom discurso. Que temores são esses e de que forma podem ser melhorados?

Eduardo Garcia Campos - Esses temores, pela minha experiência posso afirmar que os mais relevantes são: medo e insegurança. Muitas pessoas ultimamente têm procurado os cursos de oratória para poder buscar métodos com objetivos de perder o medo de falar em público, ou se aperfeiçoarem. Ocorre que essa não é só uma realidade relacionada ao Brasil, ou seja, no mundo inteiro esse fenômeno acontece.

Pesquisas realizadas, afirmam que falar em público é o segundo maior medo do ser humano. Em primeiríssimo lugar vem a violência, para os tímidos falar em público estar em primeiro lugar. O curioso é que a morte ficou em sétimo lugar, com isso, se conclui que a grande maioria das pessoas prefere estar durinha em um caixão a ter que estar diante de uma assembléia falando. Curioso também é que os tímidos preferem passar por um lugar totalmente perigoso, atravessar aquela rua na madrugada, passar por dentro do cemitério, mas falar em público de jeito nenhum, preferem a morte. 

Depoimento pessoal - Eu estava em uma universidade e percebi uma jovem sentada em um banco chorando, pensei que algo de grave havia lhe acontecido, me aproximei para ver o que acontecia e tentar ajuda-la, fiquei espantado com o motivo do desespero daquela jovem! Ela estava terminando a faculdade! Mas isso não é motivo de alegria? Para ela naquele momento não! Tinha que enfrentar a banca para defender sua monografia, e pior, a sala estava lotada de estudantes para assistir tal defesa.

Comunicação - A comunicação é algo muito importante na vida do homem moderno, volto a afirmar, você pode ter muito conhecimento, mas se não souber expressa-lo, de nada ele serve. Para que esse conhecimento seja revestido de sucesso você precisa fazer com que as outras pessoas saibam que realmente você é bom naquilo que se propõe. Há alguns anos atuando como professor, e fazendo apresentações pelo Brasil, observei que esse assunto não é tão complexo como se coloca, na realidade as pessoas não têm medo de falar, pois as mesmas que me afirmaram isso foram capazes de sustentar teses e idéias impressionantes.

Lembra da jovem que se “desmanchava de chorar” antes de apresentar sua monografia? Pois é, sentei-me ao seu lado e comecei a conversar com ela, comecei perguntando sobre seu tema, lembro-me que era sobre “O Menor Infrator”. Ela foi falando de cada ponto estudado, da maneira como escolheu o tema, das dificuldades de coletar material. Foi capaz de me fazer olhar para o mesmo assunto de outra maneira, mas porque aquele desespero? A resposta é simples, ela não tinha medo de falar em público, e sim medo do julgamento que o público falaria sobre ela! 

Observa-se que em primeiro lugar vem a insegurança, pois você não tem medo de falar. Você não conversa com outras pessoas?, Não discute seus pontos de vista com a esposa, namorada, namorado, amigo, pai, mãe, irmão etc.? O que ocorre na realidade é que você tem medo do que as pessoas vão falar sobre você, é dos comentários que serão feitos sobre a sua pessoa que te apavora, mas se você estiver preparado, ou seja, tiver cuidadosamente se preparado para abordar aquele assunto, não há porque se preocupar com aquilo que as pessoas falarão sobre você, pois esse momento é seu, você tem a autoridade em relação àquele assunto, por isso não há o que temer, eu garanto que com dedicação e preparo o sucesso de sua apresentação é garantido.

Todos concordarão comigo? Não temos que nos iludir que em uma apresentação nossa mensagem será unanimidade, pois não será. Pessoas discordarão de seus pontos de vista, e isso é um direito inerente a cada ser, a crítica serve para refletirmos, para buscarmos maneiras de como melhorar, uma equipe em que não há discordância tende a ficar ultrapassada, com as discordâncias tomamos decisões equilibradas, pois analisaremos outros aspectos levantados dos quais não havíamos nos dado conta. 

Mas o que fazer caso isso ocorra? Simples. Aceite com naturalidade, não encare a assembléia como se fosse um batalhão de fuzilamento esperando a ordem de comando para executar você, entenda que as pessoas foram ali para te ouvir, porque viram que será relevante para elas aquele tema, aceitaram o convite e foram com objetivo de aprender com você, nesse momento você está investido de autoridade sobre os demais, viram que você pode acrescentar algo de importante para elas, se estiver preparado, não se preocupe, não haverá problemas.

Jornal Exclusivo - De que forma pode-se lidar com os temores?

Eduardo Garcia Campos - Olhe para seus interlocutores como se fossem seus amigos, um papo informal, seja você, não tente fazer o tipo, você é o que é, e isso basta, convicção de nossas teses e idéias é que nos leva a credibilidade diante das pessoas. 

Seja criativo: Poderíamos fazer uma reflexão sobre a criatividade, e dessa reflexão elaborarmos algumas perguntas. A criatividade é importante? Por quê? Seria algo inato ou adquirido? Podemos estimular a criatividade? Você é criativo? Os grandes gênios da história observavam as coisas ao seu redor para se chegar a uma conclusão. Quem não se lembra da Teoria da Relatividade, da Gravidade? Será, que se caísse uma maçã em sua cabeça, o que você faria? Pararia para observar o porquê, ou simplesmente falaria um palavrão para desabafar? 

Podemos dizer que criar é buscar novos métodos, novas técnicas para algo que já existe ou até mesmo criar novas possibilidades para solucionar problemas de última hora. Criar é buscar solução para determinada situação de maneira não experimentada. Quando nos lançamos a novas possibilidades podemos criar soluções não só para nós como também para outras pessoas. A nossa criatividade está intimamente ligada a nossa percepção, ou seja, à maneira com que vemos o mundo, como ele gira ao nosso redor. Ser criativo é algo muito mais que inventar fórmulas para resolvermos entraves inesperados, é querer, é ter vontade de acertar, sair do lugar comum e desbravar um território até então para nós desconhecido. A vontade de querer ser bom naquilo que me proponho, é ter iniciativa para agir, e não ficar esperando que as coisas se resolvam por elas mesmas, mas para isso necessário se faz ter uma meta, ou melhor, um objetivo, mirar aquele alvo e tentar acertá-lo, não desistir no primeiro erro, mas com os erros buscar maneiras de aperfeiçoar nossa pontaria para no próximo disparo ser mais preciso. 

Um dos grandes problemas do ser humano na atualidade é ficar esperando que alguém faça aquilo que ele deveria fazer, por isso não desenvolve o lado criativo que está dentro de si. Todos somos capazes de atingirmos os nossos objetivos, mas o problema é que queremos atingi-los em nosso tempo, às vezes ainda não estamos suficientemente preparados para galgarmos aquele objetivo, quando isso acontece, a grande maioria desiste de continuar, não tira a lição das falhas que já cometeu, e às vezes nem se trata de falha e sim, falta de experiência em relação às outras pessoas que estavam tentando há mais tempo aquele objetivo e por isso adquiriram mais experiência em relação a nós. Mas essa visão não é comum na grande maioria das pessoas, onde as mesmas preferem atribuir-se o título de incapaz ou incompetente, e com isso ficam pelo caminho, contado os insucessos da vida, puro e simplesmente porque essas pessoas não se dão a oportunidade de tentar acertar mais uma vez.

Para ser criativo, precisamos saber onde queremos chegar, ou seja, ter bem definido em nossa mente o que realmente queremos, é saber onde, para onde, de que maneira chegaremos à realização de nosso sonho ou tarefa, para ser criativo precisamos organizar as idéias de modo que a cada dia vemos que estamos fazendo a nossa parte, pois ninguém realiza grande obras se não sonhar grande, já diziam os grandes líderes soviéticos. 

Jornal Exclusivo - Dicas do que pode ajudar na realização de um bom discurso?

Eduardo Garcia Campos - O processo de preparação de uma apresentação requer a observância de quatro princípios comprovadamente fundamentais para que se atinja o sucesso absoluto a saber:

- Planejamento;
- Preparo;
- Prática;
- Apresentação.

A fase do planejamento é importante porque o orador vai se cercar de cuidados para que tudo corra a contento. Para essa fase, alguns pontos relevantes devem ser cuidadosamente observado.

- Descrição da platéia.
- Domínio do assunto
- Experiência (sua e de seus ouvintes) 
- Carência (o faz-se uma avaliação das reais carências, necessidades da platéia).
- Objetivos

Aqui analisaremos onde pretende-se chegar com a apresentação, quais as metas que se deseja atingir. A apresentação deverá ser planejada de tal forma que se consiga já no momento do planejamento se visualizar o alcance das metas.Ainda na fase do planejamento, devemos descrever os motivos de nossa apresentação amparado nos resultados que esperamos obter dos ouvintes onde podemos destacar: Qual é meu objetivo? Esclarecer, informar, persuadir, motivar, vender, treinar, ensinar.

PREPARO - Depois de tudo planejado, onde todas as etapas já foram definidas, os objetivos traçados, você já tem bem claro onde deseja chegar, é o momento de preparar sua apresentação.

- Ostente uma postura confiante
- Valorize sua apresentação
- Visualize sua apresentação sendo um sucesso
- Imagine a reação dos ouvintes
- Motive-se com palavras de ânimo
- Prepare uma introdução que prenda a atenção dos ouvintes
- Contar um experiência relevante
- Elogie os ouvintes
- Destaque os pontos principais de sua apresentação
- O fechamento

O momento do fechamento deve ser realmente da maneira a colocar na boca dos participantes um “gostinho de quero mais”. Deve ser da melhor maneira possível, ou seja, deve ser algo inesquecível para os participantes. Quanto ao fechamento, observe alguns pontos importantes que com certeza ajudará você a programar uma forma que melhor lhe convenha.

A - A fisiologia

B - Proponha uma provocação: proponha seus ouvintes uma meta a ser cumprida em um determinado prazo, ou melhor, instigue-os a realizarem algo que eles pesam que não seriam capazes. O ser humano gosta de desafios, gostam de se sentirem desafiados, mexer com o brios das pessoas levam aos mesmos a buscar metas que muitas vezes o estado cômodo de inércia nos impulsiona a mensagem de que não seríamos capazes.

C - Relembre o objetivo principal: na fase do fechamento, é sempre importante relembrar o objetivo principal, ou seja, qual foi o motivo que os levou até aquela apresentação? Qual foi a intenção de participar daquela palestra ou treinamento? A reafirmação do benefício é de suma importância para que os ouvintes tragam a sua mente os benefícios que adquirirão colocando em prática as idéias apresentadas, que certamente os minutos investidos para a participação daquela apresentação, treinamento com certeza serão recompensados com grandes benefícios se forem praticados.

D - Resumo: no final de sua apresentação, faça um resumo que aborde os principais pontos. O resumo deve ser bem estruturado, bem preparado, é um grande momento para se trazer de volta os pontos altos de sua apresentação. 

Jornal Exclusivo - O que não fazer, de maneira alguma, ao falar em público?

Eduardo Garcia Campos - Criticar os interlocutores no início da apresentação, brincar com as características pessoais dos ouvintes, tais como tamanho, estrutural corporal, forma da fala, lugar de nascimento. Testar os recursos disponíveis como microfone, data-show, etc. de última hora, não passar segurança em sua mensagem.


terça-feira, 19 de junho de 2012


Entrevista: Eduardo Garcia Campos, especialista em comunicação empresarial


Fonte:


http://www.exclusivo.com.br/Noticias/61781/Entrevista:-Eduardo-Garcia-Campos,-especialista-em-comunica%C3%A7%C3%A3o-empresarial.eol



Publicada em 18/6/2012 - Grazziela Dobler / Exclusivo On Line

Fotolia.com

Entenda a importância de saber falar bem em público e a influência de um discurso


• Entrevista: Enrico Cietta, especialista em fast-fashion

• Entrevista: Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal

• Luciana Gimenez é capa da Lançamentos

• Entrevista: Frederico Pletsch, promotor do SICC

• Entrevista: Luciana Gimenez, apresentadora do Super Pop

Eduardo Garcia Campos é Advogado, Professor, Palestrante e Consultor Jurídico, Perito Ambiental, membro da Comissão de Direito Ambiental da 32ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Pós Graduado em Direito Empresarial e dos Negócios, Especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, Especialista em Direto Administrativo e Constitucional, Especialista em Direito do Entretenimento pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Doutorando em Ciências Jurídicas pela Pontifícia Universidad Católica (PUC) Santa Maria de Los Buenos Aires, Puerto Madero - Argentina.

Exclusivo On Line - Falar em público, atualmente, não é mais uma opção, é praticamente uma obrigação. Como descreves a importância de ter uma boa postura e articulação diante dos funcionários?

Eduardo Garcia Campos - Esse é um ponto seguramente muito importante, e, que vem sendo objeto de diversas pesquisas, cujo objetivo é alcançar resultados positivos através da otimização na comunicação corporativa. Albert Mehrabian (um dos pioneiros em pesquisas sobre linguagem corporal) chegou a seguinte conclusão em seus estudos:

- Palavra – 7%

- Tom de Voz – 38%

- Postura corporal (fisiologia) – 55%

Na mesma linha de raciocínio, Birdswhistel afirma que acima de 65% da comunicação é realizada de maneira não verbal e, que menos de 35% e passada cara a cara. Nesse processo de comunicação importante destacar que outros estudos mostram que entre 60 e 80% das pessoas realizam seu juízo de valor em reação ao seu interlocutor nos primeiros quatro minutos de conversa, bem como nas negociações as decisões são tomadas nesse mesmo sentido.

A conclusão que se chega em relação a essas pesquisas, para mim é simples, ou seja, as pessoas avaliam as outras não por aquilo que elas são, e sim pelo que elas aparentam ser. É uma realidade que o orador, palestrante, vendedor etc. precisa se adaptar, embora muitos não concordem. Não basta você saber sobre determinado assunto, é preciso que as pessoas saibam que você sabe, e, para que isso ocorra você precisa saber passar aquilo que você conhece sob pena da ineficácia ou te mesmo o descrédito em suas apresentações.

Clara é a realidade através de diversos estudos que o homem moderno acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, ou seja, o ser humano da mais valor ao que vê. Diante desse quadro, sem dúvida que saber utilizar os mecanismos, as técnicas de comunicação é fator determinante no sucesso de uma apresentação, na condução de uma reunião, no treinamento de uma equipe etc. por isso uma postura corporal adequada, uma impostação vocal bem realizada é fator determinante para o sucesso de uma reunião, um treinamento junto aos colaboradores de uma corporação seja ela de qual seguimento for.

Outro ponto de relevância que podemos destacar são os estudos realizados por Daniel Golemam no livro Inteligência emocional, onde o autor atribui a inteligência emocional o fiel da balança para as capacidades do ser humano, onde se desenvolve a partir do autoconhecimento. Golemam entende que a inteligência acadêmica que é objeto de testes do coeficiente intelectual, não oferece muito preparo para o dia a dia, ao contrário da inteligência emocional. Entende o autor que essa inteligência está acima das outras, organizando nossas experiências e o conhecimento intelectual. A inteligência emocional é de fundamental preponderância para nosso sucesso, desde que seja usada de maneira racional. Nessa inteligência interpessoal, todas as pessoas têm a capacidade de desenvolver essas habilidades, basta força vontade, criar uma meta, um propósito, uma motivação. Há pessoas que criam grandes patrimônios, alcançam grandes cargos com sua capacidade comunicativa.

Exclusivo - Como o comportamento no momento do discurso pode influenciar e refletir no comportamento dos ouvintes?

Campos - O homem moderno acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, logo aquilo que é dito acompanhado dos resultados positivos, influencia sobremaneira o comportamento dos liderados. Até pouco tempo se escutava muito nas empresas uma frase: “quem não sabe fazer vira chefe”, hoje essa realidade não funciona, pois o líder é o primeiro a dar o exemplo de como se alcançar resultados positivos, e, esses resultados não terão as expectativas alcançadas se o líder/gestor não souber passar de forma clara e objetiva as metas a serem alcançadas.


Outro ponto que ganha extrema relevância e que não deve ser esquecido é que somente saber sobre um determinado assunto ano significa que esse conhecimento poder ser transformado em resultados positivos se o detentor do conhecimento não souber transmiti-lo aos seus interlocutores. Querer que uma equipe alcance os resultados esperados, essa equipe deve ser treinada e bem treinada e, treinar uma equipe passa primeiro pela capacidade de se comunicar, transmitir informações precisas, atualizadas e, acima de tudo o líder precisa dar o exemplo, e, exemplos a serem seguidos vêm através dos resultados positivos, pois esses persuadem os liderados e com certeza o comportamento dos mesmos tende a se amoldarem aos objetivos da corporação a partir de exemplos bem sucedidos.

Exclusivo - Como forma de incentivar e motivar os ouvintes, o que pode ser destacado?

Campos - Esse é um ponto muito importante, pois como afirmei anteriormente não basta você simplesmente saber sobre um assunto. Além de saber você precisa saber passar seu conhecimento adiante. Muitas vezes seus interlocutores até percebem que você domina um determinado assunto, mas esses mesmos interlocutores não vibram com sua apresentação e consequentemente perdem a motivação, não pelo assunto, mas pela forma a qual o tema é abordado. A percepção é muito importante para quem deseja ser um bom comunicador, orador, expositor, vendedor, palestrante etc. Ocorre que a percepção varia de pessoa para pessoa, ou seja, a maneira como uma pessoa encara uma proposta ou situação pode ser diferente da minha. Podemos afirmar que a percepção do ouvinte é fruto de seu atual comportamento mais experiências anteriores.

O que o líder deve entender que desde nossa infância começa a nossa percepção, ela será formada de acordo com o ambiente em que vivemos, diante disso formamos nossos juízos de valores, onde o que para uma pessoa é correto para outra não. Para motivar os ouvintes o líder precisa conhecer as pessoas que compõem sua equipe, saber para quem irá falar, como é a percepção das pessoas naquele ambiente, precisa sintonizar a sua fala, seu vocabulário, sua fisiologia de acordo com a percepção daquelas pessoas. Isso é imprescindível para o sucesso de sua apresentação. Pois conforme já falamos, os estudos comprovam que no processo de comunicação a palavra apenas representa 7%, o tom de voz 38% e fisiologia 55%,.

A grande maioria das dos palestrantes, apresentadores não observam estas regras, ou melhor, não observaram antes de fazer uma apresentação, neste caso o esperado não ocorre, e elas se culpam achando que não têm o dom de falar em público, ou julgam de forma errada o interesse de seus interlocutores, sua equipe etc. O entendimento entre as pessoas será regulado conforme a percepção de cada um, a maneira como atuamos está relacionada a nossa percepção, é o que muitos sociólogos chamam de visão de mundo. O apresentador de um tema precisa entender que no seu grupo há a percepção seletiva, onde as pessoas vêem aquilo que acreditam ser melhor para elas, esta é a tendência, com isso ignoram aquilo que possa ser perturbador, ou seja, os pontos de vulnerabilidades, pois em tudo que percebemos, estamos nós mesmos.


DICAS

Escute seu interlocutor Mostre interesse pelo que ele traz consigo; Observe sua maneira de se expressar, o tom de sua voz, sua fisionomia; Informe com segurança; Demonstre credibilidade, confiança; Faça-o ver, ouvir, experimentar novas alternativas, possibilidades; Ajude-o a tomar decisão.


Conforme a percepção de seu interlocutor, ele tomará uma decisão a respeito de sua proposta. Aí que está grande parte do sucesso de um planejamento. Uma informação muito importante é que cada indivíduo tem suas peculiaridades, sua maneira de enxergar encarar os fatos a ele exposto, necessário fazermos uma digressão até a filosofia que afirma ser o homem produto do meio de onde vive. Não quero aqui adentrar a veracidade da afirmativa, mas, de fato, cada um tem seu ponto de vista. Quando você tiver que se preparar para fazer uma apresentação em público, deverás inevitavelmente buscar informações sobre a ética e a moral da assembléia que irá ter ouvir.

Para não adentrarmos muito a definição de ética e moral, pois não é o nosso caso, podemos definir ética como sendo uma casa (Ethos – ética, que vem do grego = a morada humana), onde cada pessoa tem a sua, ou seja, constrói sua casa (idéia) sob seu ponto de vista, e a moral como se fosse a maneira com que cada uma arrumaria aquela casa, (Moral – vem do latim mos, mores = os costumes e as tradições). O sucesso de sua apresentação depende totalmente da pesquisa que você terá que fazer para se colocar diante de seus interlocutores, pois cada pessoa tem sua ética e sua moral, um grupo de pessoas também, diante dessa realidade, saber como pensa seu público é fundamental para que você possa se comunicar com ele e, assim alcançar o sucesso em sua proposta.



ATENÇÃO! Confira amanhã o restante da entrevista: dicas do que fazer para um bom discurso.



Contato de Eduardo Garcia Campos: eduardo.garcia@hpsmaster.com.br



segunda-feira, 18 de junho de 2012

CRIANDO E EXPANDINDO POTENCIALIDADES

A cada dia que passa o mundo evolui, ficar apegado às coisas do passado é simplesmente dizer não para novas possibilidades, é desprezar o potencial existente dentro de nós, é desprezar as novas tendências e descobertas.

Hoje em dia temos que ficar “antenados” aos acontecimentos, temos que procurar entendê-los, saber o porquê esses fatos estão acontecendo, o seu sucesso depende de como você encara os fatos na atualidade, de como você potencializa esses acontecimentos em torno de melhorias para sua carreira. Sempre ouvi dizer que o aluno preferido não é aquele que é bom em uma matéria, mas aquele que mantêm uma regularidade interdisciplinar, e isso é que você precisa para que as vitórias venham, ou melhor para que você as conquiste, através de uma busca incessante de se aperfeiçoar naquilo que você faz.

Margaret Boden dividiu a criatividade em duas áreas, criatividade psicológica e criatividade histórica, onde denominou que criatividade psicológica é o novo para aquela pessoa, onde alguém já usou aquilo antes, e a criatividade histórica, onde o que fora criado é realmente novo em termos de invenção.

Partindo desse princípio podemos vislumbrar que tanto a criatividade psicológica, quanto a histórica, deve, se possível, fazer parte do nosso dia a dia, pois experimentando coisas e técnicas existentes mas novas para nós, estamos nos aperfeiçoando e nos preparando para descobrirmos coisas novas em termos profissionais e até de vida.

A criatividade serve para buscarmos o novo, criar maneiras de fazer diferente aquilo que se faz sempre do mesmo jeito, não queremos dizer com isso que as coisas antigas já se foram, muito pelo contrário, a junção do novo com o antigo, dá mais consistência às novas possibilidades, as experiências positivas do passado não devem ficar relegadas ao segundo plano, devem servir de exemplo para tudo em que queremos construir.

Fique “ligado” nisso e sucesso!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A PERCEPÇÃO COMO ELEMENTO PREPONDERANTE NA ARTE DE FAZER APRESENTAÇÕES

A percepção é muito importante para quem deseja ser um bom comunicador, orador, expositor, vendedor etc. Ocorre que a percepção varia de pessoa para pessoa, ou seja, a maneira como você encara uma situação pode ser diferente da minha. Podemos afirmar que a percepção é fruto de seu atual comportamento mais experiências anteriores.

O que você deve entender é que desde a infância começa a nossa percepção, ela será formada de acordo com o ambiente em que vivemos, diante disso (assim) formamos nossos juízos de valores onde o que pode ser correto para um, pode não ser para o outro.

Para falar em público, você precisa conhecer as pessoas que compõem a assembléia, como é a percepção delas naquele ambiente, precisa sintonizar a sua fala, seu vocabulário, sua fisiologia de acordo com a percepção daquelas pessoas.

Isso é imprescindível para o sucesso de sua apresentação, são jovens, adultos, crianças, a maioria é casada ou não? É um ambiente corporativo? São pessoas de terceira idade? Respondidas essas perguntas, você vai adequar sua apresentação à realidade das pessoas que vão lhe ouvir, dessa forma sua mensagem chegará com um nível de receptividade bem melhor.

A grande maioria das pessoas não observa essas regras, ou melhor, não observaram antes de fazer uma apresentação, neste caso o esperado não ocorre e elas se culpam achando que não têm o dom de falar em público.

O entendimento entre as pessoas será regulado, conforme a percepção de cada um, a maneira como atuamos está relacionada à nossa percepção, é o que chamamos em sociologia jurídica de visão de mundo.

O orador precisa entender que há a percepção seletiva. As pessoas vêem aquilo que acreditam ser melhor para elas, essa é a tendência, com isso ignoram aquilo que possa ser perturbador. Na verdade, em tudo o que percebemos, estamos nós mesmos, ou seja, nós estamos em tudo o que percebemos.

Até a próxima.
Eduardo Garcia: Advogado, Professor, Especialista em Comunicação Corporativa e Oratória, Músico, Compositor, Regente e Especialista em Direito Empresarial e dos Negócios e Direito do Entretenimento.